Cruza aqui, cruza dali, as varas entrelaçam-se como ponto cruz. Eis uma teia em forma de andaime, em constante movimento estrutural, já que velhas varas dão lugar a novas. O cruzamento dos paus é de tal ordem que o peso que suporta é enorme. Resiste a ventos, tempestades e marés. Se voasse, voava a estrutura toda. Um emaranhado de paus, uma geringonça esquisita, mas funcional. Seja a luz que for, que incida sobre ela, incute-lhe alguma poesia. Por isso me atrai.